Perdoem-me a ousadia, mas eu começo a desconfiar que o
Cameron Crowe faz filmes para mim.
Já vi o
Jerry Maguire umas quantas vezes (mais por culpa do canal Hollywood do que por iniciativa minha) e continuo a ficar preso no canal em que está a dar, se o descubro. A Kate Hudson está um encanto como Penny Lane e a história do
Almost Famous é simplesmente fantástica. Adoro o enredo surreal do
Vanilla Sky (sim, eu sei que é remake). E agora, rendi-me ao
Elizabethtown.
Toca-me a forma como os seus personagens se descobrem ou procuram a redenção de uma vida para a qual perderam a vontade ou o sentido. Como recordam ou aprendem a valorizar os valores básicos da vida: a família, o amor, a amizade, a lealdade. Gosto de os ver perdidos e gosto das voltas que dão até encontrarem o caminho.
Fascinam-me as imagens, os sons ou as músicas da América perdida, que aparecem aqui e ali. Especialmente, neste último filme, em que a banda sonora guia a acção e os clássicos do rock e do folk americano tocam constantemente.
Apaixono-me sempre pelas personagens femininas. Apaixonei-me pelo ar angelical da Penny Lane, pela melancolia da Julie Gianni, pela alegria contagiante e por aquela obcessiva forma de abraçar a vida da Sofia e da Claire.
E, sobretudo, saio sempre do cinema inspirado por estes heróis para quem nunca é tarde para encontrar o rumo, a felicidade, o amor ou o seu lugar na vida. Porque eles, na sua essência, são um pouco de nós.
Sadness is easier because its surrender. I say make time to dance alone with one hand waving free.
May your loss be met with a hurricane of love.