A planície, dourada, extende-se em todas as direcções e o seu vazio preenche-me, estranhamente.
Aqui e ali, casas abandonadas e em ruínas salpicam a paisagem e atraem-me os olhos, desviando-os da estrada onde o carro ruge, feroz, em direcção a casa, e do sol que, pondo-se à minha frente me incendeia os olhos.
Dezenas de vezes percorri esta mesma estrada, mas hoje sinto-a parte de mim, um espelho da minha alma. Porque, hoje, encaro com a sua tranquilidade conformada o mesmo vazio. O vazio de duas pessoas incapazes de se fazerem felizes.