Péssimo serviço
Quando, durante a semana passada, o Presidente da República contornou Canas de Senhorim, prestou um péssimo serviço à República que representa e que o elegeu. Não está aqui em causa a decisão que deu origem ao protesto, que suponho ter sido ponderada e fundamentada. O que está em causa é o significado do gesto do Presidente.
Sampaio afirma que tentou "evitar o confronto que alguns [populares] porventura desejariam". Ora, o que Sampaio se esquece é que esses mesmos populares, que ele julga poder moralizar com esta atitude são os mesmos que o elegeram para os representar. O mínimo que o Presidente devia ter feito seria ter-se portado como um verdadeiro político, como um representante do povo que nada tem a temer pela seriedade das suas decisões.
Sampaio desperdiçou uma situação altamente favorável para se assumir como exemplo de um político servidor do povo: está em fim de mandato, não tem pressão de reeleição e o seu sucessor está decidido. Para um Presidente que dedicou tanto tempo à moralização e credibilização da vida política, deu uma péssima imagem.
Sampaio afirma que tentou "evitar o confronto que alguns [populares] porventura desejariam". Ora, o que Sampaio se esquece é que esses mesmos populares, que ele julga poder moralizar com esta atitude são os mesmos que o elegeram para os representar. O mínimo que o Presidente devia ter feito seria ter-se portado como um verdadeiro político, como um representante do povo que nada tem a temer pela seriedade das suas decisões.
Sampaio desperdiçou uma situação altamente favorável para se assumir como exemplo de um político servidor do povo: está em fim de mandato, não tem pressão de reeleição e o seu sucessor está decidido. Para um Presidente que dedicou tanto tempo à moralização e credibilização da vida política, deu uma péssima imagem.

